4ª JORNADA – CONSTRÓI-SE A IDENTIDADE

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O Benfica continua a construir a sua nova identidade.

Eis que, num terreno e contra um adversário, historicamente, complicado, o SL Benfica vence de uma forma categórica. E não há como o negar: 60% de posse de bola, 4x mais remates que o adversário e, essencialmente, três golos sem resposta.

A sensação que começa a ficar de cada vez que o Benfica joga é que percebeu finalmente, após hiato de três anos, a dimensão do peso que carrega no nome e a magnitude das tarefas em mão: disputar competições internas e a Champions League.

É fácil ter este discurso quando se ganha. Eu sei. Mas há quanto tempo não víamos esta fome de ganhar nos nossos jogadores?

E, ao mesmo tempo, que continuamos a afirmar a nossa nova identidade de jogo, agora no estádio do Bessa, dois dos nossos rivais diretos perdem pontos. Desenganem-se se pensarem que, à 4ª jornada, os rivais já estão a capitular na luta pela Liga BWIN.

A verdade é que, em princípio, todos os clubes acabarão por perder pontos. Mas não é menos verdade, pelo menos para mim, que é bom ver os rivais perderem pontos. Sendo certo que só um Benfica forte conseguirá ser campeão, se os adversários se forem atrasando pelo caminho também dá um alento extra.

Ao mesmo tempo que ganhamos jogos, agora com o Boavista, vamos ganhando também equipa: Morato e Florentino mostram atributos para serem um dos motivos pelo qual o Benfica só tem dois golos sofridos até ao momento, Grimaldo, independentemente do que acontecer até fecho do mercado, parece ter a cabeça no Benfica e fez mais uma exibição segura e, por fim, João Mário, que volta a fazer um excelente início de época, ao nível do que dele se espera.

Depois temos os do costume: Rafa, Enzo, Gilberto, Neres e Gonçalo Ramos: na minha opinião, estes cinco jogadores têm sido o pêndulo do Benfica. Não tendo sido o Bessa o melhor jogo que fizeram, trouxeram sempre segurança e ligação ao jogo da equipa. Parece-me que, pelo menos três destes jogadores, já acusam algum cansaço, Enzo, Rafa e Gonçalo Ramos.

No final de contas, foi um Benfica inteligente que apareceu no Bessa: boas trocas de bola e excelente controlo do espaço. Antes do final ainda deu para estrear dois reforços: Ristic e Aursnes.

Será este o regresso do gigante Benfica, do Benfica de antigamente? A verdade é que este início nos devolve essa ilusão. A ilusão de sabermos que podemos discutir o jogo com qualquer equipa. E discutimos, não só pela mais valia do nosso treinador ou jogadores, mas sim porque parece estar a querer renascer a mística Benfiquista, aquele pedaço extra de força, quando até já o coração fraqueja.

O caminho ainda é longo, e já está no horizonte o jogo com o Paços de Ferreira. Celebremos a vitória desta jornada, que a próxima está já aí à porta. E teremos nova oportunidade de falar sobre o nosso Clube.

E Pluribus Unum!

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1 Comment

  1. mas se não for feita gestão dos jogadores por parte do treinador as lesões vão fazer por ele.
    é que ou muda alguns, não precisa de ser meia equipa, ou faz substituições muitas e cedo é que não faz nem uma coisa nem outra.

    em tres tempo a equipa esta rota e pelos vistos a política nem sequer é ter um plantel equilibrado em qualidade.
    neste momento de quase trinta jogadores e só contam pouco mais que quinze o resto estão a fazer numero tal é a diferença para os titulares.

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